Loja confiável na Black Friday: CNPJ, Reclame Aqui e Procon

Para saber se uma loja online é confiável, bastam quatro checagens que levam uns 2 minutos: o site mostra CNPJ e endereço, o CNPJ está ativo na Receita Federal, a empresa resolve as reclamações no Reclame Aqui e ela não aparece na lista “Evite esses sites” do Procon-SP.
Nenhuma delas sozinha garante nada. Juntas, separam a loja de verdade da loja que some depois da Black Friday, que em 2026 é em 27 de novembro.
O site mostra CNPJ e endereço?
É obrigação. O decreto do comércio eletrônico (Decreto 7.962/2013, art. 2º) exige que o site mostre, “em local de destaque e de fácil visualização”, o nome empresarial, o CNPJ (ou CPF), o endereço físico e o eletrônico. Procure no rodapé. Se não está lá, é o primeiro sinal ruim.
O CNPJ está ativo na Receita?
Copie o CNPJ do rodapé e consulte no comprovante de inscrição da Receita Federal. É gratuito e pede só o número e um captcha.

Olhe três coisas no comprovante:
- Situação cadastral: precisa estar “ativa”.
- Data de abertura: empresa aberta há poucos meses vendendo eletrônico com desconto enorme pede mais cuidado.
- Atividade: deve ter a ver com o que a loja vende.
O que olhar no Reclame Aqui além da nota?
A nota é um resumo. O que diz se a loja resolve é o detalhe. Pegamos como exemplo um marketplace grande, a Shopee, em 5 de outubro de 2026 (dados de 1º de abril a 30 de setembro de 2026):
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Reputação | Regular (nota 6,6 de 10) |
| Reclamações recebidas | 141.885 |
| Respondidas | 85,9 % |
| Resolvidas | 67,3 % |
| Voltariam a fazer negócio | 64,1 % |
| Tempo médio de resposta | 21 dias e 4 horas |

Como ler:
- Não compare o número de reclamações. Loja grande vende muito e recebe muita reclamação. O que importa são as porcentagens.
- “Resolvidas” e “voltariam a fazer negócio” dizem mais que a nota.
- Tempo de resposta importa se você tiver problema perto de uma data, como o Natal.
- Loja sem nenhuma página no Reclame Aqui não é prova de nada ruim, mas não é prova de nada bom.
A loja está na lista “Evite esses sites”?
O Procon-SP mantém uma lista pública de sites que, nas palavras do órgão, “tiveram reclamações de consumidores registrada no Procon-SP, foram notificados, não responderam ou não foram encontrados”. A lista mostra o site, a empresa, o CNPJ, se ainda está no ar e a data de inclusão.

Busque pelo endereço do site e pelo CNPJ: algumas empresas aparecem com mais de um domínio.
E o site em si?
- O cadeado (HTTPS) não basta. Site falso também tem.
- Confira o endereço letra por letra. Golpe comum é trocar uma letra do nome de uma loja famosa.
- Pix como única forma de pagamento é sinal de alerta: no cartão, dá para contestar a compra.
Se já pagou, o que fazer?
Junte prints do anúncio, do pedido e do pagamento. Se foi no cartão, peça o cancelamento à operadora. Se foi Pix, avise o seu banco na hora. Depois, registre reclamação no Procon da sua cidade ou no consumidor.gov.br. E lembre que, em compra pela internet, você pode desistir em até 7 dias do recebimento, com devolução do que pagou (CDC, art. 49).
Loja checada, falta saber se o preço é bom de verdade: veja como saber se uma promoção é verdadeira e como usar o histórico de preço.
Perguntas frequentes
Como saber se um site é confiável para comprar?
Confira se o site mostra CNPJ e endereço (é obrigatório), se o CNPJ está ativo na Receita, como a empresa resolve reclamações no Reclame Aqui e se ela não está na lista "Evite esses sites" do Procon-SP.
O que é a lista do Procon de sites a evitar?
É uma lista pública do Procon-SP com lojas online que tiveram reclamações registradas, foram notificadas e não responderam ou não foram encontradas.
Comprei num site falso, o que fazer?
Junte prints e comprovantes, peça o cancelamento ao banco ou à operadora do cartão e registre reclamação no Procon ou no consumidor.gov.br. Se pagou por Pix, avise o seu banco na hora.